E não é que ele scored com ela… porque comigo claramente não teve esse talento.

   Bem-vindo ao Spoilers e Chocolate Quente, um espaço dedicado a livros, histórias que me destroem emocionalmente e, muito provavelmente, spoilers (avisados ou não).


    Quem veio pela história em si, pode sair da sala. Vai ser uma critica feia, mas a vida não é a vida do Dean, correto? 

    Sinceramente, não senti que este livro aprofundasse as personagens da mesma forma que os anteriores. O protagonista pareceu-me menos desenvolvido em termos de personalidade e, em alguns momentos, até um pouco inconsistente. Também não me consegui conectar tanto com ele como nos casais anteriores. 

    O que sabemos dele? Pouca coisa, além de ser rico. É milagrosamente bom na escola, gosta de jogar hóquei mas não quer ser profissional, e é bom a ensinar hóquei, especialmente se forem crianças.

    Outra coisa que sabemos dele é que não sabe lidar com momentos baixos da vida que não se resolvem com um sorriso e uma piscadela de olho. Não sou ninguém para julgar a reação dele à morte do seu amigo, mas achei que não soube lidar com o luto, não foi bem gerido. No final de contas, o pai da Allie tinha razão, ele perdeu o hóquei e quase perdeu a namorada. 

    A Allie é uma rapariga que, em alguns momentos, não sabe estar sozinha, que tem dificuldade em ter voz própria e que se deixa levar facilmente por um “rabo bonito”. Gostava de ter visto uma Allie mais segura de si, mais poderosa e menos dependente, menos “coitadinha” no que toca aos rapazes.

    A história em si, comparada com os outros livros, pareceu-me mais fraca. Senti que houve pouco desenvolvimento de ambos os lados e que não ficamos a conhecer verdadeiramente bem as personagens. The Score não foca tanto no desenvolvimento emocional ou da história, e sim em mais cenas explícitas, com maior destaque para a relação física, especialmente porque a dinâmica do casal é mais intensa e evolui de um “casual” para algo mais sério.

    No geral, The Score ficou bastante abaixo das minhas expectativas. Tinha potencial para ser mais profundo e mais envolvente, mas acabou por se focar demasiado em certos aspetos da relação, deixando de lado o desenvolvimento que eu mais valorizo numa história.

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