O maior mistake foi iniciar Off-campus e agora não consigo parar.

    Bem-vindo ao Spoilers e Chocolate Quente, um espaço dedicado a livros, histórias que me destroem emocionalmente e, muito provavelmente, spoilers (avisados ou não).


    Vou começar com uma declaração polémica: é o meu livro favorito até ao momento.

    Enquanto escrevo isto, já li 3 dos 5 livros da série Off-Campus. Sendo o quinto livro um mix de todos os casais, podemos dizer que apenas me falta um romance deste grupo de amigos - mas isso fica para outra publicação.

    O que me leva a fazer uma declaração tão forte apenas no segundo livro da série? Eu apaixonei-me. Apaixonei-me pelo Logan, pela Grace e pela história deles. É um livro muito mais leve em praticamente todos os sentidos. Não dói ler, não magoa com acontecimentos demasiado pesados, mas ainda assim consegue fazer-nos estar completamente envolvidos, a torcer pelas personagens nos seus altos e baixos.

    Vamos ser sinceros: a autora levou-nos mesmo ao limite com aquele final do Logan. Eu cheguei a pensar que só iríamos ter respostas em The Legacy. Vou ser sincera - quase arranquei os cabelos com aquele final, a Elle Kennedy aproveitou o máximo possível para nos deixar a pensar que o final do Logan não seria tão brilhante como ele merecia - porque sim, ele merece o mundo.

    O Logan luta contra um futuro que parece cheio de ferrugem, sem esperança possível e, enquanto carrega o peso real do trauma, a Gracie é um poço de luz. Não só dá sentido ao futuro do Logan, como deixa os leitores apaixonados pelo simples, pelo calmo. Porque nem tudo tem de ser fogo de artifício, nem tudo tem de ser gritos e escândalo.

    É claro que o nosso casal passa por algumas dificuldades, estamos a falar de um casal de universidade, onde tudo é vivido a 200%. Drama é a palavra de ordem. Mas o Logan, romântico e resiliente, passa grande parte do livro a conquistá-la e a fazer provas de amor, porque sabe que isso é importante para ela. E, honestamente… quem não quer um amor assim?

   A química entre eles vai muito além das relações sexuais, e é por isso que este é um livro com muito menos “pornografia literária” escandalosa em comparação com os outros. Não que isso diminua a qualidade dos restantes livros, mas acaba por tornar esta história mais completa, já que há mais espaço para o desenvolvimento da narrativa e para conhecermos melhor o casal como indivíduos. Vemos isso, por exemplo, quando ela vai para França visitar a mãe e ele fica a trabalhar na oficina do pai. Esta separação das personagens torna-os mais reais, com mais profundidade e menos focados apenas nas relações sexuais.

    No fim, The Mistake prova que nem sempre precisamos de grandes dramas para uma história ser marcante. Às vezes, basta ser sincera, leve e cheia de personagens que sentimos como reais.


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